O programa Nota Fiscal Paulista do governo do Estado de São Paulo tem um efeito colateral indesejável, que é o de aumentar a concentração de renda. Vejamos.
É razoável admitir que, desde que foi lançado, o programa NFP não influenciou o comportamento das pessoas no que diz respeito à sua propensão a gastar. Quero dizer, com isto, que com o advento do referido programa, as pessoas não alteraram, só por causa dele, seus hábitos de consumo ou dispêndio. Eu, pelo menos, não conheço ninguém que tenha passado a gastar mais só para "ganhar créditos de ICMS".
Oras, se ninguém mudou seus hábitos de dispêndio e continua comprando com a mesma freqüência, intensidade e quantidade de antes, então a renda que sobra para cada um poupar (como sabem, sua renda pode ter dois destinos: dispêndio ou poupança) também continua a mesma. Ou quase. Porque agora, ao rico, sobrará também o valor do crédito do ICMS que lhe for concedido. E ao pobre? Bem, o pobre provavelmente vai gastar todo o crédito que receber.
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