A riqueza do mundo 3

Terminando a série (antes que a crise acabe), lembremo-nos do ganho ambiental que a queda do nível de produção pode nos ter proporcionado: recursos naturais foram poupados, ao mesmo tempo em que se diminuiu o lixo gerado.

Não, não estou defendendo o fim da produção em troca da preservação do meio ambiente. Não é isso. Aliás, vamos deixar claro, acho que o bem-estar da humanidade deve prevalecer sobre a preservação do meio ambiente e que, portanto, podemos usufruir dele à vontade, até o ponto em que sua degeneração marginal passe a afetar o nosso próprio bem-estar (coletivo, da humanidade).

A questão que trago ao debate é que devido aos custos escondidos (que talvez sejam crescentes) da produção, não podemos e não devemos buscar uma produção cada vez maior, sem levar em consideração a existência de um limite, a partir do qual o dano ao meio ambiente superaria o acréscimo de bem-estar produzido. Podemos entender este limite como um ponto de produção ótima, que não deveria ser ultrapassado; este é o nível da sustentabilidade.

E como ninguém sabe se já ultrapassamos este limite, ou se ainda estamos longe de alcançá-lo, então, na dúvida, por prudência, temos que todo e qualquer ganho ambiental deve ser visto como um fato positivamente relevante.

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