Bem, "para sempre" não passa de um pleonasmo, não é mesmo?
No mês passado, a trabalho em São Paulo, após o expediente, fui me deslumbrar com as maravilhas tecnológicas e os livros à venda na Fnac da Avenida Paulista. Lá dentro tem um café da franquia Fran's. Pois bem. Faminto, pedi duas empadas, uma de frango e uma de palmito, a R$ 3,70 cada. Sentei-me. Comi a primeira bem devagar, mas mesmo assim não consegui descobrir de qual das duas se tratava, devido a seu indecifrável sabor. Quanto à segunda, não consegui lhe dar mais do que uma mordida, que foi prontamente seguida pela devolução do bolo alimentar no cestinho, tão ruim foi a sensação que se apoderou de mim. Naquele momento, algo me lembrava óleo de carro. Interessante ver como numa situação desta o organismo inteiro da gente parece reagir muito rapidamente no sentido de repelir o corpo intruso: você sua, estremece, e a voz da consciência no seu cérebro parece gritar "não engula isso, se não quiser passar mal depois". Cuspi tudo no cestinho, deixei o resto da empada intacto e saí logo de lá. Bom, depois desta, vocês sabem, Fran's Café nunca mais (nem de graça).
Mas dia ruim não tem hora pra acabar. Saindo do metrô Paraíso, se você for caminhando em direção a Ana Rosa, tem um posto Ipiranga com uma lanchonete chamada Posto do Açaí (ex-Ilha do Camarão). Então, naquele mesmo dia, mais tarde, parei lá e pedi um suco de laranja, que me custou R$ 4,00. Veja bem, eu estava na minha rota usual, passo por ali sempre que tenho que tomar o metrô, na ida e na volta, e na vida corrida de São Paulo um suco natural vem bem a calhar. Se eu gostasse daquele suco, faria gosto de comprá-lo todas as vezes que ficasse minimamente com vontade. Iam vender suco para mim nos próximos 30 anos, pelo menos. E o que ocorre? A mocinha me atende, pega o dinheiro, me dá o troco, e vai expremer as laranjas sem lavar as mãos! É uma pena, mas certamente nunca mais entrarei lá novamente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário